Faber-Ludens Pro
A Abrace Programas Preventivos é referência nacional em prevenção ao bullying escolar, com 13 anos de atuação, presença em redes de ensino e um repertório consolidado de formações, livros e materiais didáticos. O programa não tem concorrentes à altura no Brasil hoje — e é exatamente esse posicionamento de liderança que precisa se refletir em cada ponto de contato digital.
O trabalho anterior foi encerrado porque entregou uma "pintura" do site existente — redesign visual sem ancoragem estratégica. Karine e Benjamim não precisam de um site mais bonito. Precisam de um site que faça o que o programa já faz no mundo real: comunicar autoridade, gerar confiança institucional e converter gestores e redes de ensino em parceiros.
Esta proposta cobre a fase de Pesquisa e Descobertas que precede qualquer decisão de arquitetura, UX ou design — respondendo, com evidência e profundidade, o que o novo site e a nova ferramenta de relatos precisam ser antes de uma linha ser desenhada.
A fase cobre dois produtos com públicos sobrepostos e perguntas distintas:
| Escopo | Produto | Pergunta central |
|---|---|---|
| A | Novo site Escola Sem Bullying | O que o site precisa comunicar, conter e fazer para que gestores e redes de ensino confiem, entendam e contratem? |
| B | Ferramenta de Relatos | Como uma criança ou adolescente pede ajuda com segurança — e como a escola age de forma efetiva a partir desse relato? |
Rodar os dois escopos em paralelo é viável porque as entrevistas com professores, gestores e equipe interna alimentam ambos. Os estudantes são entrevistados separadamente e exclusivamente para o Escopo B.
| Público | Perfil | Participantes | Método |
|---|---|---|---|
| Equipe interna | Karine, Benjamim e equipe Abrace | 3–4 | Entrevistas em profundidade |
| Gestores escolares | Diretores e coordenadores pedagógicos de escolas que já adotam ou consideraram o programa | 4–6 | Entrevistas em profundidade |
| Professores | Educadores que participaram de formações ou aplicam o programa em sala | 4–6 | Entrevistas em profundidade |
| Parceiros institucionais | Representantes de secretarias de educação ou redes de ensino | 2–3 | Entrevistas em profundidade |
Total Escopo A: 13–19 participantes
| Público | Perfil | Participantes | Método |
|---|---|---|---|
| Equipe interna | Karine, Benjamim e quem opera o fluxo atual de relatos | 2–3 | Entrevistas em profundidade |
| Professores / coordenadores | Quem recebe, encaminha e responde a relatos hoje | 3–4 | Entrevistas em profundidade |
| Gestores escolares | Quem define protocolos de resposta | 2–3 | Entrevistas em profundidade |
| Estudantes | Usuários finais da ferramenta — faixa 11–16 anos | 5–8 | Sessões individuais guiadas |
Total Escopo B: 12–18 participantes (com sobreposição de ~6 participantes já entrevistados no Escopo A)
Pesquisa com crianças e adolescentes exige salvaguardas éticas específicas:
Revisão do site atual, ferramenta existente, materiais do programa (livros, apresentações, cases), e análise comparativa de referências nacionais e internacionais em sites de programas educacionais e ferramentas de reporte escolar.
Antes de ouvir qualquer participante, é necessário saber o que já existe, o que o mercado oferece e o que o site atual comunica (ou deixa de comunicar). Evita que a pesquisa primária redescubra o óbvio.
Mapa do site atual + avaliação heurística + benchmark de 3–5 produtos análogos. 12h
Sessões individuais de 60–75 minutos com Karine, Benjamim e membros-chave da equipe Abrace. Roteiro semi-estruturado: visão, posicionamento, diferenciação, o que gera as maiores contratações, o fluxo atual de relatos.
O cliente interno define o norte estratégico — esse é o antídoto direto ao problema do trabalho anterior: o Harvie não ouviu a estratégia da Karine, ouviu o site.
Síntese de visão estratégica interna; mapa de contradições e alinhamentos entre fundadores e equipe. 14h
Sessões individuais de 60 minutos com diretores, coordenadores pedagógicos e professores de escolas que já adotam ou avaliaram o programa. Dois roteiros distintos: jornada de contratação e uso do site (Escopo A); fluxo de recebimento e resposta a relatos (Escopo B).
Mapa de jornadas; pontos de atrito e oportunidades por público. 20h
Sessões individuais guiadas de 35–40 minutos, conduzidas na escola, com estudantes na faixa dos 11–16 anos. Formato de conversa — sem questionários, sem telas — explorando como pedem ajuda hoje, o que os impede, o que os faria sentir seguros.
A ferramenta de relatos só funciona se o estudante a usar. Entender as barreiras e o que gera sensação de segurança é o núcleo da pesquisa para esse escopo. Não há como inferir isso de entrevistas com adultos.
Mapa de barreiras e facilitadores; princípios de design para segurança e acolhimento. 16h
Sessão de 2,5–3 horas com Karine, Benjamim e equipe Abrace, após a síntese das entrevistas. Objetivo: validar os achados, priorizar requisitos e alinhar direção estratégica antes de qualquer trabalho de IA/UX.
Garante que os achados da pesquisa entrem em debate com quem decide — não sejam entregues em PowerPoint e arquivados. A Karine recebe uma proposta assertiva porque ela co-construiu os critérios de decisão.
Lista priorizada de requisitos validada pelo cliente; princípios de UX acordados. 8h
| Entregável | Descrição |
|---|---|
| Mapa de stakeholders | Quem são os públicos, seus papéis, suas relações e seu peso nas decisões |
| Personas | 3–4 personas por escopo, baseadas em padrões observados — não em estereótipos |
| Jornadas-chave | Jornada de quem contrata, de quem usa o programa, de quem recomenda (Escopo A); jornada do estudante e do professor/coordenador (Escopo B) |
| Mapa de necessidades | Necessidades funcionais, emocionais e de informação por público — organizadas por prioridade |
| Inventário e avaliação do site atual | O que existe, o que funciona, o que deve ser mantido, o que deve ser abandonado |
| Requisitos priorizados — site | O que o novo site precisa ter (e o que não vale fazer), com justificativa de evidência |
| Requisitos priorizados — ferramenta de relatos | O que a ferramenta precisa ter para que estudantes a usem e a escola possa agir |
| Princípios de UX + guidelines | Critérios de design que guiam todas as decisões subsequentes de IA, UX e UI |
| Relatório de descobertas consolidado | Síntese completa dos achados — contexto, metodologia, evidências, recomendações estratégicas |
Duração total: 7 semanas · Início: mediante aprovação e acesso às escolas parceiras para recrutamento
| Semana | Atividades |
|---|---|
| S1 | Desk research + avaliação heurística do site atual + design dos instrumentos de pesquisa (roteiros, screeners, termos de consentimento) |
| S2 | Entrevistas com equipe interna (Karine, Benjamim, equipe Abrace) |
| S3–S4 | Entrevistas com gestores, professores e parceiros institucionais |
| S4–S5 | Sessões com estudantes (coordenadas pelas escolas parceiras) |
| S5 | Síntese e análise — affinity mapping, personas, jornadas, mapa de necessidades |
| S6 | Workshop de co-criação + fechamento dos requisitos + redação do relatório |
| S7 | Entrega final + apresentação para Coopers + Abrace |
A Abrace viabiliza o acesso às escolas — sem esse acesso, o recrutamento dos públicos externos adiciona 1–2 semanas.
| Atividade | Horas |
|---|---|
| Desk research + avaliação heurística + benchmark | 12h |
| Design de instrumentos (roteiros, screeners, termos de consentimento) | 8h |
| Entrevistas com equipe interna (prep + facilitação + notas) | 14h |
| Entrevistas com gestores e professores (prep + facilitação + notas) | 20h |
| Sessões com estudantes (prep + consentimento + facilitação + notas) | 16h |
| Síntese e análise — affinity mapping, personas, jornadas | 14h |
| Workshop de co-criação (prep + facilitação + síntese) | 8h |
| Relatório de descobertas consolidado | 10h |
| Gestão e coordenação de pesquisa (recrutamento, agendamento, comunicação) | 6h |
| Total | 108h |
A versão enxuta reduz a amostra — não a qualidade metodológica. Recomendo a versão completa para um cliente com o posicionamento estratégico da Abrace; o relatório final será mais robusto e mais difícil de contestar internamente.
O problema que levou ao cancelamento do trabalho anterior não foi execução ruim — foi a ausência desta fase. Sem pesquisa, o redesign partiu de suposições sobre o que o site deveria ser. Com esta fase, Karine e Benjamim terão, pela primeira vez, um mapa preciso de:
Isso é o que torna o trabalho subsequente — arquitetura, UX, design, desenvolvimento — eficiente, assertivo e impossível de contestar.